Nos flyers de festas e por toda internet a figura do homem urso é frequentemente associada a ambientes fetichistas, ao meio BDSM e, por consequência, à cultura leather. O que vemos nos últimos anos é a popularização do vestuário e dos acessórios de fetiche (chamados gear), sendo usados não apenas por adeptos, mas como acessórios de estilo. A estética do couro/látex, arreios e coleiras é definitivamente pop.

No campo da moda, chamamos esse fenômeno de bubble-up, ou seja, borbulha, acontece quando elementos do vestuário de um grupo de subcultura passam a ser difundidos e reproduzidos. Isso aconteceu no passado com os surfistas ou com os movimentos punks.

Embora a difusão desses acessórios seja um bom veículo para o debate acerca de BDSM e fetiches, o uso indiscriminado pode gerar muita desinformação. Roupas, acessórios, cores e até mesmo cortes de cabelo expressam identidades dentro dessas comunidades governadas pelo fetiche, criando uma identificação coletiva.

Contudo, se mesmo assim você quiser ousar no visual e acrescentar elementos do universo Leather e fetichista, vão algumas dicas para levar em conta na hora de montar seu guarda roupa:
Apesar de não ser muito difundido no Brasil, dentro do meio BDSM internacional as cores dos acessórios trazem significados importantes para a hora da caça, as principais são preto – que representa as práticas BDSM no geral, vermelho, para fisting; azul (sexo oral apenas) e amarelo (a famosa chuva dourada).

Outra coisa importante é a posição dos acessórios: brincos, piercings, pulseiras e braçadeiras, quando usadas do lado esquerdo, tradicionalmente, comunicam que o usuário assume a posição ativa/dominadora na prática, e quando usadas do lado direito que o mesmo é passivo/submisso. Mas é claro, antes de partir para a ação efetiva, é bom investir no diálogo para evitar mal entendidos!

Para aqueles que desejam seguir pelo lado mais tradicional da cultura leather, as marcas mais famosas do mercado brasileiro são a Yes Sir e a no-Xcape, e pra quem tem intenção de agregar ao lado mais fashion, as marcas Seteh e Petrus Brand fazem peças sob medida, com modelos variados. Vale conferir as redes sociais das marcas e escolher o que melhor se encaixa na sua praia.
Para exibir seu gear e encontrar outros adeptos da cultura leather:

O Eagle São Paulo remonta as quase quatro décadas de tradição dos bares gays americanos, difundindo a cultura leather ao redor do mundo, e aqui no Brasil (localizada da cidade de São Paulo) já promoveu um concurso de Mister Leather Brasil e abriga também festas Leather. Para mais informações, consulte a programação completa no site www.eaglesaopaulo.com.br.

Imagem cedida gentilmente por Yes Sir (divulgação)