Texto por Dan Barroso

Lucas Leather, como é conhecido no meio gay, é de Londrina/PR, onde mora e trabalha como projetista em um pequeno escritório da área de arquitetura. Tem 28 anos e é formado em artes e termina ainda este ano sua graduação em Arquitetura.

Em uma de suas visitas a São Paulo, fez esse ensaio com Ronaldo Donizeti e Márcio Mattos, usando como cenário o RG Bar, localizado na Vila Mariana. Confira!

 O que o couro significa para você?

Um estilo de vida no qual eu descobri que eu posso assumir e viver meus desejos sexuais sem ter medo, além de ser uma cultura incrível onde todas as pessoas podem trazer seus fetiches democraticamente sem julgamentos.

 E sobre o universo bear?

É outro universo que eu tenho muita afinidade devido a minha aparência, além de ser uma outra comunidade que tem bastante representação principalmente pra mim, porque foi nesse meio em que eu “sai do armário” e comecei a entender que eu poderia ser feliz com a minha aparência e encontrar alguém que também fosse como eu… ou seja… para um garoto do interior isso foi colocar se no mundo propriamente dito e a partir de então não ter medo de encarar qualquer preconceito por ser gay e ser um urso gordinho!

 O que te excita?

Depende da ocasião, do local e da pessoa! As vezes um olhar… as vezes o papo ou uma boa pegada!

 E dentro do universo leather?

Mais que a própria roupa ou gear como costumamos falar.. a postura do cara quando está vestido…independente do seu físico existe uma sensualidade que quando se está de couro que é passada por meio desse jeito de portar a roupa. É isso que me excita.

 Qual sua peça de couro preferida?

A jaqueta de couro. Essa peça é muito simbólica pra mim porque mexe com meu imaginário: desde os motociclistas aos Rock Stars, sempre me atrai muito por essa peça.
Alguém já disse que todo homem deve ter uma boa jaqueta de couro!

 Pra fechar, fale um pouco sobre você.

Eu sou uma pessoa simples, um ariano que gosta de cinema, desenhar, viver o fetiche por couro e gosto poder compartilhar minhas experiências com pessoas que ainda não se encontraram dentro de seu meio e poder transmitir o quão é bom poder viver o que te dá tesão sem medo de apontamentos ou preconceitos!